Bandeira Brasil-Polônia

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terça-feira, 2 de julho de 2013

PAPA JOÃO PAULO II SERÁ CANONIZADO

Milagre que deve levar à canonização de João Paulo II é aprovado

Comissão de cardeais e bispos deram sinal verde para cerimônia.
Papa polonês pode se tornar santo até o fim do ano.


O Papa João Paulo II em 2 de maio de 2001 na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: AP)
O Papa João Paulo II em 2 de maio de 2001 na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: AP)
Os cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos aprovaram nesta terça-feira (2) o segundo milagre pela intercessão de João Paulo II, o que deve levar à sua proclamação como santo, informaram fontes do Vaticano.
Agora só falta o Papa Francisco promulgar o decreto pelo qual se reconhece este milagre, que abre caminho para a canonização de João Paulo II, o que poderia ocorrer em dezembro.
A data da cerimônia será fixada pelo pontífice em um conselho de cardeais.
Em 18 de junho, a comissão teológica da Congregação para a Causa dos Santos deu seu primeiro aval para este milagre, que até o momento só se sabe que foi concedido a uma mulher italiana que sofria de câncer e quer se curou de maneira inexplicável para a ciência em 1º de maio de 2011, mesmo dia da beatificação de Karol Wojtyla.

O caminho rumo à santidade tem várias etapas: a primeira é ser proclamado venerável servo de Deus, a segunda, beato, e a terceira, santo.
O milagre que levou à beatificação de João Paulo II foi realizado na freira francesa Marie Simon Pierre, que se curou de mal de Parkinson.
Venerável Servo de Deus é o título que se dá para uma pessoa morta que reconhecidamente viveu suas virtudes de maneira heroica.
Para que um venerável seja beatificado é necessário que tenha se produzido um milagre por sua intercessão. Enquanto que para ser canonizado é necessário um segundo milagre. Esse segundo milagre deve ocorrer após a beatificação.
Durante os funerais de João Paulo II, após 27 anos de pontificado, um dos mais longos da história, a multidão gritou "santo subito".
Bento XVI autorizou a análise de suas virtudes e de sua obra para que fosse declarado bem-aventurado.
Segundo fontes religiosas, o Papa Francisco deseja proclamar santos em uma única cerimônia João Paulo II e João XXIII, a quem considera um "modelo de santidade" por sua simplicidade e bondade, mas que surpreendeu o mundo na década de 1960 ao convocar um concílio para reformar e modernizar a Igreja.

Fonte: G1 - São Paulo

domingo, 23 de junho de 2013

Wandér Weege recebe título de cidadão honorário na Polônia

23 de junho de 2013

Prefeito Burmitrz Reska na entrega do Diploma de Cidadão Honorário de Resko(Polônia) ao empresario catarinense Wandér Weege.

O empresário Wandér Weege, da Malwee de Jaraguá do Sul, foi homenageado com o título de cidadão honorário de Resko, pequena cidade localizada no oeste da Polônia. A solenidade aconteceu durante as comemorações dos 725 anos de fundação de Resko, a antiga Reganwalde, região da antiga Pomerânia de onde partiram os imigrantes alemães e poloneses para reconstruir suas vidas em Blumenau. O bisavô do empresário, Carl Weege, foi um dos pioneiros na colonização do Vale do Itajaí, tendo depois se instalado em Jaraguá do Sul.
A honraria foi concedida pelos incentivos que Wandér Weege tem dado na preservação da cultura germânica em Santa Catarina e no Brasil, pelos apoios a iniciativas artísticas e culturais em diversas regiões do Estado e do pais. Iniciativas de pesquisadores catarinenses, gaúchos, capixabas e paranaenses que tratam do resgate da colonização alemã, pomerana e polonesa, tem merecido apoio do industrial. O projeto de lei, aprovado por unanimidade, foi apresentado pelo conselheiro Jan Czaban, que há dois anos esteve em Santa Catarina em companhia de outros 10 poloneses.
Ao empresário catarinense foi outorgado também um troféu comemorativo do aniversário da cidade, entregue pelo prefeito municipal, Burmistrz Reska.
A solenidade aconteceu no Ginásio Esportivo de Resko, durante sessão do Conselho Municipal, sob a presidência da conselheira Barbara Basowski. Participaram os 56 integrantes da comitiva catarinense e brasileira que se encontra desde sexta-feira na Polônia, a esposa do empresário, Laurita, seus filhos do empresário, Guilherme e Martin, além dos empresários e amigos de Jaraguá do Sul Valério Junkes, Ailton Mora, Reinaldo Correia, Fábio Kuster e Luiz Carlos Gieseler.
Representantes de Florianópolis e Pomerode entregaram livros, panfletos coloridos em alemão, produzidos e liberados pela Santur, além de obras do artesanato português. Gaúchos e estudiosos do Espírito Santao também brindaram as autoridades com estudos e prospectos sobre a colonização pomerana. Fred Ulrich presentou a população com um banner especial com as bandeiras do Brasil e da Polônia e fotos antigas e atuais de quatro cidades pomeranas existentes em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.
A programação começou com a celebração de missa solene na Igreja de Nossa Senhora de Resko, presentes as autoridades locais e mais de 40 catarinenses e líderes de seis instituições religiosas, comunitárias e civis.
Prosseguiu com um espetáculo estudantil e artístico e terminou com um desfile pelas ruas centrais da cidade até o parque público que, no fim da Segunda Guerra Mundial foi usado para depósito de tudo o que os russos recolheram dos alemães na região.
A missão cultural catarinense, idealizada por Wandér Weege e coordenada pelo radialista Fred Ulrich, secretário de Turismo de Pomerode, prosseguirá com visitas a cidade de Kolberg, onde houve recepção das autoridades locais e contatos visando incremento das relações culturais entre Santa Catarina e a Polônia.
Na terça e quarta-feira, o roteiro inclui novos eventos em Berlim. Ao fim do dia, integrantes da comitiva retornam a Santa Catarina e a seus estados de origem.

sábado, 15 de junho de 2013

RECITAL DA PIANISTA POLONESA, MAGDALENA LISAK, EM CURITIBA



A pianista polonesa apresentou-se em recital no dia 10 de janeiro, às 20:30, na Capela Santa Maria em Curitiba, durante a 31ª Oficina de Música.

Mais uma vez a Oficina de Música em Curitiba, contou com a presença de uma artista polonesa: a pianista Magdalena Lisak. Durante a fase erudita da Oficina, que ocorreu entre os dias 9 á 19 de janeiro, Sra. Lisak administrou as aulas para os participantes do evento, inscritos no curso, e no dia 10 de janeiro, apresentou-se num recital solo, no espaço cultural Capela Santa Maria em Curitiba. O  número público (em torno de 300 pessoas) reunido no evento, pôde apreciar as obras de F. Chopin, K. Szymanowski e C. Debussy.


Depois da Oficina de Música em Curitiba, Sra. Magdalena Lisak seguiu para Brasília, onde apresentou-se num recital na Embaixada da República da Polônia, no dia 21 de janeiro. 

MAGDALENA LISAK - BIOGRAFIA


Natural de Katowice, Polônia, a pianista cultiva as tradições musicais da familia, desde a infância, recebendo prêmios nos concursos nacionais e internacionais.

Em 1994 a pianista concluiu os estudos superiores de piano, com distinção, na classe do Professor Andrzej Jasinski da Academia de Música Karol Szymanowski em Katowice. Neste mesmo ano, depois de chegar até às semifinais do Concurso Gézey Andy em Zurique,  recebeu uma bolsa particular e continuou seus estudos na mesma cidade, sob a orientação de Homero Francescho. Segundo a musicista, sua experiência mais preciosa foi na época de estudos em Basiléa, durante os anos de 1996 a 1998, com o pianista Krystian Zimerman. Magdalena Lisak aperfeiçoou suas habilidades nos cursos com pianistas de renome como Victor Mierjanov, Leon Fleisher e membros do quarteto Amadeus.
O sexto prêmio recebido no 13º Concurso Internacional Frederic Chopin em Varsóvia, no ano 1995, abriu o caminho para as salas de concertos de maior prestígio, tais como Hitomi Memorial Hall em Tóquio, Stadt–Casino em Basiléa,Rudolfinum em Praga e Filarmônica Nacional em Varsóvia. A pianista participou também de diversos festivais chopinianos em Duszniki-Zdrój na Polônia, Nohant-La Châtre, Mariańskie Łaźnie, Gandava, Genebra e o Festival Chopin e sua Europa, em Varsóvia. Suas interpretações foram gravadas pela Deutsche Rundfunk, Rádio Suisse Romande, Rádio e TV Polonesa e também nos discos CD para as gravadoras DUX e Rádio Polonês, em Katowice.
Magdalena Lisak apresenta-se regularmente em recitais solo, concertos sinfônicos e de música de câmara na Polônia e na maioria dos países europeus, e também nos Estados Unidos, Canadá, Japão, China e Taiwan.
pianista é fascinada pela música contemporânea. No ano 2000 realizou a estréia do Estudo de György Ligeti, recebendo a aprovação do compositor. Estreou também várias obras durante festivais como o Festival de Música Contemporânea em Katowice, Festival Internacional de Compositores em Cracóvia, Festival de Música ContemporâneaLaboratorium em Varsóvia e Białystok, e no festival internacional Outono Varsoviense.  
Apresentou-se como solisita com os maestros Kazimierz Kord, Tadeusz Strugała, Tomasz Bugaj, Mirosław Jacek Błaszczyk, Jerzy Salwarowski, Massimiliano Caldi, Agnieszka Duczmal, Jacques Mercier, Reinbart de Leeuw. Realizou duas tournées na Grã Bretanha, em 2005 com a Orquestra de Câmara European Union Chamber Orchestra , e no ano de 2006 com a Orquestra de Câmara de Torun. A convite do Instituto Nacional Frederic Chopin realizou a interpretação e gravação para o rádio das obras de Frederic Chopin, tocando no instrumento da época, Erard, incluindo a Fantasia La Maior sobre os temas poloneses op. 13 com o conjunto  Il Giardino Armonico sob a regência de Giovanni Antonini (2010).
Magdalena Lisak é também fundadora e presidente da Sociedade de Música na Silésia, com a qual realiza diversos projetos artísticos. Desde 2008 trabalha como professora na Academia de Música em Katowice. Suas atividades pedagógicas incluem também os cursos de aperfeiçoamento em Showa Academia Musicae, Tóquiopalestras nas outras faculdades artísticas no Japão, e a gravação DVD de peças para crianças e jovens da serie didática The Piano. General method. Além disso, fez parte da banca examinadora nos concursos International Chopin Piano Competition in Asia (2010, 2011, 2012) e da Comissão Classificatória para o 15º Concurso Internacional Frederic Chopin em Varsóvia (2010).  

INAUGURAÇÃO DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL POLONESA EM JARAGUÁ DO SUL


INAUGURAÇÃO DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL POLONESA EM JARAGUÁ DO SUL - 08/06/2013

A Comunidade Polonesa de Jaraguá do Sul inaugura, com orgulho e alegria, sua nova sede...

No último sábado, dia 8 de junho, foi inaugurada a nova sede da Associação Cultural Polonesa de Jaraguá do Sul.  Esse belo edifício foi construído graças aos esforços e dedicação dos líderes da comunidade polonesa local. O terreno foi doado à Associação pela prefeitura da cidade. Uma parte dos custos de construção foi coberta pelas doações dos descendentes poloneses da região, e a parte principal - patrocinada pelo empresário, proprietário da WEG e MALWEE.
Participaram das celebridades o Vice-Prefeito, Sr.  Jaime Negherbon, Secretário de Turismo de Santa Catarina Sr. Valdir Walendowski, a Presidente da Associação Cultural Polonesa Sra. Anna Badura, o Cônsul Geral da República da Polônia em Curitiba, Sr. Marek Makowski, e demais representantes das organizações polonesas da região.
O evento contou com a participação especial do coral polonês e do grupo folclórico "Piaskowa".

INAUGURAÇÃO DA SEDE - JARAGUÁ DO SUL 2013 EDWARD KUSZTRA

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Fotos da inauguração da Associação Polonesa - 08/06/2013











Nota no Jornal do Vale do Itapocu: Associação Polonesa inaugura festivamente sede própria - 08/06/2013


Associação Polonesa inaugura festivamente a sua sede própriaImprimirE-mail
12 de junho de 2013
Jaraguá do Sul – Doze anos depois de constituída, a Associação da Cultura Polonesa inaugurou a sede própria, no Bairro São Luís, com 111,45m2, construída sobre um terreno doado pela Prefeitura, com recursos de doações e da contribuição dos associados. O ato inaugural contou com a presença ilustre do cônsul geral da República da Polônia, Marek Makowski, com sede em Curitiba e jurisdição sobre os três Estados do sul, além do presidente da Santur, Valdir Rubens Walendowsky e de representantes das etnias italiana, alemã e afro.
Após a execução do hino nacional brasileiro, o Coral Orzel Bialy, da Associação local, cantou o hino polonês, acompanhado de forma vibrante pelo cônsul e pelos descendentes de poloneses presentes. O coral também cantou outras canções e o ato foi encerrado com danças folclóricas apresentadas pelo grupo Piaskowa, de Indaial.
O descerramento da placa inaugural foi feito pelo cônsul Marek e pela presidente Ana. Foi Ana Badura quem relembrou o histórico da Associação Polonesa, fundada no dia 24 de abril de 2002 e a luta para a obtenção da sede própria, primeiro na busca de um terreno durante a gestão do presidente Stanislaw Majcher e depois a construção da sede. “Esta obra é um marco histórico da identidade polonesa em Jaraguá do Sul”, grifou Ana na sua mensagem. Ela também entregou uma placa a Fredi Ulrich em nome de Wandér Weege, apoiador da obra.
Também se manifestaram o presidente da Santur, Valdir Walendowsky, também descendente de poloneses e o prefeito em exercício Jaime Negherbon, que na época da cessão do terreno pela Prefeitura à construção da sede, era vereador.
 
 

Inauguração da Sede da Associação Polonesa de Jaraguá do Sul

A inauguração da Sede da Associação foi um sucesso com a presença do Cônsul Geral da Polônia de Curitiba e autoridades e apresentação do Grupo Folclórico Polonês Piaskowa de Indaial.
Obrigado a todos pelo prestigio!!

08/06/2013





















quarta-feira, 5 de junho de 2013

Inauguração da Sede da Associação da Cultura Polonesa Jaraguá do Sul

Sábado chegando...dia de Inauguraçao da nova Sede da Associação da Cultura Polonesa!! Preparativos em andamento....
08/06/2013 às 16:00 h


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Uma saia com todas as flores do mundo: os versos de Bronisława Wajs

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Os roma são um povo mais conhecido pelos motivos errados do que pelos certos. Popularmente chamados de ‘ciganos’ em língua portuguesa, termo que, no dicionário, carrega, também, o sentido de ‘ladrão’. São poucas suas aparições na cultura universal: acredito que a maioria das pessoas, ao ouvir o nome desse povo, pense apenas na versão animada dos estúdios Disney para O corcunda de Notre-Dame ou, então, nos ciganos ocidentalizados – mas ainda ligeiramente exóticos – da telenovela Explode Coração.

No leste da Europa os roma possuem uma maior representatividade cultural. Seja ao serem incorporados na cultura dominante – como nos filmes do iugoslavo Emir Kusturica, notadamente em Dom za vešanje (O tempo dos ciganos) e Crna mačka, beli mačor (Gato preto, gato branco) – ou ainda em manifestações próprias, como a música do grupo Taraf de Haïdouks ou a literatura de Rajko Durič. Ainda assim, porém, são associados a estereótipos negativos, e grassa o desconhecimento sobre sua cultura e história.
Uma prova disso é a ignorância generalizada a respeito do Porajmos, o ‘holocausto cigano’. Durante a Segunda Guerra Mundial os ciganos foram perseguidos e mandados para campos de concentração, passando por uma eliminação tão sistemática quando a dos judeus – mas, no entanto, dificilmente esse fato é lembrado.
Parte disso, explica o estudioso americano (de ascendência romani) Ian Hancock, se deve ao desprezo que os ciganos sempre tiveram pela cultura ocidental, especialmente em suas vertentes mais acadêmicas. Apenas agora os romani parecem voltar seus olhos e mentes para o engessado mundo acadêmico, e vice-versa.
Existem, é claro, exceções à essa regra. Logo após a Segunda Guerra Mundial o tradutor, pesquisador e poeta polonês Jerzy Ficowski passou algum tempo entre os ciganos, o que resultou em uma grande quantidade de material, como Cyganie polscy eCyganie na polskich drogach. Entre esses materiais encontra-se a tradução dos poemas de Bronisława Wajs, a Papusza, para o polonês.
Nascida em 1908 em uma família de ciganos nômades,  Papusza sabia ler e escrever em polonês – coisa rara para ciganos nômades, mais ainda no caso das mulheres. Ainda bastante jovem começou a escrever seus poemas-canção e, em 1949, foi descoberta por Ficowski, que coletou, traduziu e publicou tais versos. Reza a lenda que ela foi punida por tal coisa, pois a poesia seria proibida para as mulheres ciganas. Isso, porém, é uma mentira. Wajs sofreu certo ostracismo por parte dos roma, mas isso se deve ao entendimento de que as declarações dela e de Ficowski serviram como base para os governos comunistas criarem leis que orientavam a sedentarização forçada dos ciganos.
Wajs argumentou que seus poemas foram tirados de contexto e adulterados por Ficowski, mas isso não foi suficiente para que ela deixasse de tornar-se persona non-grata entre os roma. Excluída do mundo a que pertencia, sofreu inúmeros internamentos psiquiátricos e morreu esquecida em 1987.
Seus poemas descreviam a vida cigana em sua inteireza, passando por temas como o amor pela natureza e a paixão pela vida, mas também temas mais sombrios como os sofrimentos passados durante a Segunda Guerra Mundial. Foram mais de trinta coleções de poesia publicadas em seu nome na Polônia, em traduções de Jerzy Ficowski, Julian Tuwim e outros.
Busco, aqui, apresentar aos leitores de língua portuguesa a poesia de Papusza, em uma tradução indireta: traduzo as versões polonesas de Ficowski.

WODA, KTÓRA WĘDRUJE
(Pani, so tradeł)
Już dawno przeminęła pora
Cyganów, którzy wędrowali.
A ja ich widzę:
są bystrzy jak woda
mocna, przejrzysta,
kiedy przepływa.
I domyślić się można,
że przemówić pragnie.
Biedna, nie zna żadnej mowy,
żeby nią gadać, żeby śpiewać.
Coraz to pluśnie tylko srebrnie,
zaszemrze jak serce
woda mówiąca.
Tylko koń, co na trawie się pasie
niedaleko stajni
słucha jej i szum rozumie.
Ale ona nie ogląda się za nim,
umyka, odpływa dalej,
by oczy nie mogły dojrzeć
rzeki, która wędruje.
1970

ÁGUA, QUE CORRE
Já há muito passou o tempo
dos ciganos, que vagavam.
E eu os vi:
são ágeis como a água,
forte, clara,
quando flui.
E adivinho que talvez
ela deseje falar.
Pobre, não sabe nenhuma língua,
para ela falar, para cantar.
A cada vez apenas goteja a prata,
sussurra como o coração
a fala da água.
Apenas o cavalo que pasta na grama
permanece próximo
a escuta e entende os murmúrios.
Mas ela não olha para ele,
foge, nada para mais longe,
pois os olhos não podiam ver
o rio, que corre.
BAJKA CYGAŃSKA
(paramiśa romani)
Ulepiła jaskółka
pod moim oknem gniazdo,
jaskółka czarna
jak Cyganeczka.
Wskazywała nam dobre drogi.
Zamieszkała w stajniach i domach.
Zginęła w bagnach.
1951

HISTORINHA CIGANA
Ela molda uma andorinha
sob minha janela o ninho,
andorinha negra
como a Ciganinha.
Ela nos apontou bons caminhos.
Ela viveu em estábulos e casas.
Ela morreu num pântano.