Bandeira Brasil-Polônia

Bandeira Brasil-Polônia

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Programação da 11ª Semana de Museus já está disponível para acesso online

11ª Semana de Museus acontece em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio) e tem o objetivo de mobilizar os museus brasileiros com uma programações em torno de um mesmo tema.
Este ano, a edição acontece entre os dias 13 e 19 de maio com o tema Museus (Memória + Criatividade) = Mudança Social e terá um total de 1.252 instituições participantes com 3.911 atividades em 535 municípios de todo o país – incluindo o Distrito Federal.
Em caso de dúvidas sobre a programação da Semana de Museus2013, contate o Ibram pelo endereço eletrônico cpgii@museus.gov.br.
Saiba mais sobre a 11ª Semana de MuseusOuça o spot produzido para as rádios públicas brasileiras.
Texto: Ascom/Ibram
Última atualização: 13.5.2013

    Stanislaw, o polonês voador


    André Rodrigues/Gazeta do Povo /

    A história do piloto que, há 80 anos, cruzou o Oceano Atlântico em um avião monomotor e bateu o rd“voo em linha reta sem aterrissagem”
    O polonês Stanislaw Skar­zynski temia entrar para a história como um fracassado. O piloto de 34 anos driblou imprensa, curiosos e o risco de virar chacota por um possível desastre para decolar do aeroporto de Varsóvia em direção à França. Lá, conferiu o peso do avião – eram 450 quilos redondos – e seguiu rumo à África.
    A meta era bater um recorde: cruzar o Oceano Atlântico em um avião monomotor de pequeno porte. Os riscos, constantes. Todo peso excedente, por exemplo, deveria ser evitado para a colocação de um tanque extra de combustível. Por isso, Stanislaw teve de abrir mão de qualquer equipamento de segurança. Não havia rádio, nem paraquedas. Bote salva-vidas muito menos. Sua bagagem? Duas maletas. Uma com roupas, outra com mapas.

    Wiki Commons
    Wiki Commons / Stanislaw, o “polonês maluco”; e a réplica de seu avião monomotor, acimaAmpliar imagem
    Stanislaw, o “polonês maluco”; e a réplica de seu avião monomotor, acima
    A viagem
    Há 80 anos, em maio de 1933, Stanislaw saiu de Saint-Louis, em Senegal, e partiu com destino a Maceió, em Alagoas. Após 20 horas de voo e 3,6 mil quilômetros de travessia, o polonês obteve o recorde mundial de voo em linha reta, sem aterrissagem, feito com um avião de segunda categoria.
    O Aventura teve apoio do governo polonês, que queria estreitar os laços com a comunidade polonesa no Brasil. Um ano antes do voo, Stanislaw e outros pesquisadores se debruçaram em livros e mapas para que o plano saísse do papel.
    Muitos estudos de rotas e de clima foram necessários para dar segurança a Stanislaw. Mas nem isso evitou que o piloto encarasse fortes neblinas durante a viagem, forçando o “Águia Polonesa”, como passou a ser conhecido, a sobrevoar em altitudes baixas – algumas vezes a apenas 50 metros da superfície do mar.
    Stanislaw ficou em território brasileiro até julho e visitou diversas cidades. Passou por Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Santos e estendeu a viagem para Buenos Aires,capital argentina.
    Quando chegou ao Rio de Janeiro, então capital do Brasil, visitou o presidente Getúlio Vargas. Em seguida, voou para Curitiba. Ao aterrissar na capital paranaense, um pequeno acidente deteriorou parte de uma das asas do avião.
    Isso não impediu uma festa de dez dias que incluiu desfiles em carro aberto pela cidade, visitas a autoridades e em sociedades polonesas. Stanislaw ainda foi até Ponta Grossa, Mallet e Irati. Em junho, com o avião em ordem, o polonês seguiu sua peregrinação pela América do Sul, passando por Porto Alegre e Buenos Aires.
    O plano tornou-se mais audacioso. O governo da Polônia queria que Stanislaw chegasse aos Estados Unidos. Durante uma viagem de Porto Alegre para o Rio de Janeiro, o pequeno monomotor mostrou sinais de cansaço. Um vazamento de óleo o obrigou a uma breve parada em Santos.
    O Águia Polonesa trocou, enfim, o céu pelo mar. No final de julho, ele embarcou junto com o avião em um navio rumo à Polônia, onde foi recebido. De braços abertos.
    O fim
    “Águia Polonesa” morreu durante a Segunda Guerra, aos 53 anos
    Após a façanha histórica de atravessar o Atlântico com um avião tão pequeno, Stanislaw encarou a Segunda Guerra Mundial. Começou a defender seu país, junto com França e Grã-Bretanha, em 1939. A luta era contra os alemães. Mas em junho de 1942, quando regressava de uma investida em Bremen, na Alemanha, sua aeronave foi atingida.
    O cônsul-geral da Polônia em Curitiba, Marek Makowski, conta que o piloto ainda conseguiu fazer um pouso de emergência no Mar do Norte. “Toda sua tripulação conseguiu se salvar, mas ele morreu afogado”, relata. Stanislaw tinha 53 anos.
    Makowski afirma que o Águia Polonesa é um herói para o país. “Foi um grande aviador, audacioso, que defendeu a Polônia”, afirma o cônsul.
    Poloneses no Brasil
    Segundo o cônsul-geral da Polônia em Curitiba, Marek Makowski, existe hoje 1,5 milhão de descendentes poloneses morando no Sul do Brasil. O primeiro grupo de imigrantes chegou ao país em 1869 e se instalou em Brusque, Santa Catarina. “Após um ano, os cerca de 30 poloneses que saíram de lá vieram para Curitiba morar na então colônia Pilarzinho”, conta o cônsul. A última imigração em massa para o Brasil aconteceu em 1946, após a Segunda Guerra Mundial, com a chegada de aproximadamente 20 mil “polacos.”
    Exposição tem documentos e fotos da proeza
    Para quem quiser saber mais sobre as aventuras do polonês aviador, uma boa oportunidade: com curadoria de Dulce Osinski e Everly Giller, a exposição Um Intrépido Polonês em Céu Brasileiro: o Feito Ex­traor­dinário do Aviador Sta­nislaw Skar­zynski está em cartaz e fica aberta ao público até o dia 3 de junho no Museu Paranaense, no Centro de Curitiba.
    A mostra traz a história de toda a viagem do aviador polonês com reproduções fotográficas, documentos e recortes de jornais da época. Há também uma maquete confeccionada por Axel Giller que reproduz uma réplica da aeronave RWD-5bis, utilizada pelo piloto, e um selo postal comemorativo, além de cartazes criados pela artista plástica Everly Giller.
    A exposição é uma realização do Consulado Geral da República da Polônia em Curitiba e da Casa de Cultura Polônia Brasil.
    * * * * *
    Serviço:
    Exposição: Um Intrépido Polonês em Céu Brasileiro: o Feito Extraordinário do Aviador Stanislaw Skarzynski. Museu Paranaense (R. Kellers, 289), São Francisco. De terça a sexta-feira das 9 às 18 horas. Sábados e domingos, das 10 às 16 horas. Entrada franca.

    sexta-feira, 3 de maio de 2013

    3 de Maio - Festa Polonesa

    Constituição Polonesa de 3 de maio de 1791 (polonêsKonstytucja Trzeciego Maja) é considerada a primeira moderna constituição nacional codificada da Europa assim como a segunda mais antiga no mundo. Foi instituída por Ato de Governo (polonês: Ustawa rządowa) aprovada naquela data pela Sejm (parlamento) da República das Duas Nações. Ela foi idealizada para reparar defeitos políticos há muito tempo existentes na federativa República das Duas Nações e sua Liberdade dourada. A Constituição introduziu a igualdade política entre as "pessoas comuns" e a nobreza (szlachta) e colocou os camponeses sob a proteção do governo, para desse modo atenuar os piores abusos da servidão. A Constituição aboliu perniciosas instituições parlamentares como, por exemplo, o liberum veto, que havia colocado a sejm a mercê de qualquer deputado que pudesse votar, ou ser subornado por um interesse ou força estrangeira, desfazendo toda a legislação que tivesse sido aprovada por aquela sejm. A Constituição de 3 de maio buscou suplantar a anarquia existente nutrida por alguns dos magnatas reacionários do país, com uma monarquia constitucional igualitária e democrática.
    A adoção da Constituição de 3 de maio provocou uma reação de hostilidade por parte dos vizinhos da República. Na Guerra em defesa da Constituição, a Polônia foi traída pela sua aliada a Prússia de Frederico Guilherme II e derrotada pela Rússia Imperial de Catarina a Grande, aliada com a Confederação Targowica, uma conspiração de magnatas poloneses que se opuseram às reformas que poderiam enfraquecer suas influências. Apesar da derrota e a subseqüente Segunda partição da Polônia, a Constituição de 3 de maio influenciou os movimentos democráticos posteriores no mundo. Permaneceu, após o desaparecimento da República em 1795, pelos próximos 123 anos das partições polonesas, um ideal a ser atingido na luta para se conseguir o restabelecimento da soberania polonesa.

    Fonte :  Wikipédia


    14º Festfolk seleciona 17 grupos de dança

    Foto: Marcelo Martins.

    A Fundação Cultural de Blumenau selecionou, no dia 29 de abril, os grupos que vão participar do 14º Festival Nacional de Danças Folclóricas de Blumenau (Festfolk). Dos 30 grupos nacionais inscritos, 17 foram selecionados para integrar a programação oficial do evento, entre os dias 5 e 7 de julho, no Setor I do parque Vila Germânica.
    Para a avaliação dos grupos inscritos a comissão selecionadora levou em consideração os seguintes critérios: Qualidade artística do grupo; Autenticidade das coreografias (para grupos folclóricos); Currículo artístico e cultural do grupo; e Originalidade da coreografia (para grupos para-folclóricos).
    As atrações
    Para esta edição, foram selecionados os seguintes grupos:
    • 1. Blumenauer Volkstanzgruppe - Blumenau, com a etnia alemã
    • 2. Grupo Folclórico Polonês Piascowa - Indaial, com a etnia polonesa
    • 3. Trachtenverein Eintracht - Blumenau, com a etnia alemã
    • 4. Grupo Folclórico Teutônia - Blumenau, com a etnia alemã
    • 5. Programa Dançando na Escola - E.M. Professora Laura Andrade - Joinville, com a etnia brasileira
    • 6. Papanguarte - Balé Popular de Bezerros - Bezerros (PE), com a etnia brasileira
    • 7. Grupo Folclórico Polonês Wesoly Dom - Araucária (PR), com a etnia polonesa
    • 8. Companhia de Dança Ucraniana Verkhovena - Maringá (PR), com a etnia ucraniana
    • 9. Grupo de Tradições Folclóricas Tropeiros do Litoral - Itapema, com a etnias açoriana, mexicana, ericeira e gaúcha
    • 10. Grupo Folclórico Ítalo Brasileiro Nova Veneza - Nova Veneza, com a etnia italiana
    • 11. Associação Parafolclórica Angelina Blahobrazoff - Balneário de Piçarras, com a etnia russa
    • 12. Grupo Folclórico Ucraniano Spomen - Mallet (PR), com a etnia ucraniana
    • 13. Grupo de Pesquisas e Projeções Folclóricas Guararás - Belo Horizonte (MG), com a etnia brasileira
    • 14. Sünnros Volkstanzgruppe - Jaraguá do Sul, com a etnia alemã
    • 15. Grupo Universitário de Danças Parafolclóricas Fogança - Maringá (PR), com a etnia brasileira
    • 16. Oficina de Dança Corumbá - Corumbá (MS), com a etnia dança popular brasileira
    • 17. Grupo de Dança Folcpopular - Bezerros (PE), com a etnia nordestina brasileira
    Texto: Sérgio Antonello

    terça-feira, 30 de abril de 2013

    Aparição de Nossa Senhora em Czestochowa




    Onde aconteceu: Na Polônia.

    Quando: Em agosto de 1382.

    A quem: Ao Príncipe Ladislau.


    A História.

    Conforme tradição muito antiga, o quadro de N. Sra. do Monte Claro é cópia fiel da pintura feita pelo evangelista São Lucas.
    Seguidas vezes, são Lucas visitava Virgem Maria, colhendo dela pormenores da infância de Jesus. Foi numa dessas ocasiões que ele, na própria tábua da mesa de cedro que Nossa Senhora usava para seu trabalho e oração, pintou sua imagem.

    Diz a lenda que, ao iniciar a pintura do rosto da Virgem Maria, deteve-se pensativo, preocupado em exprimir da melhor forma possível toda beleza da Mãe de Deus. Profundamente recolhido, cochilou e adormeceu por alguns instantes e, acordando, surpreendeu-se ao encontrar o quadro pronto, no qual o rosto de Maria, de celestial beleza, estava pintado.

    Sendo Jerusalém ocupada pelo exército romano, a Santa Helena - mãe do Imperador Constantino - foi conhecer os lugares santos e procurar o lenho da Santa Cruz.Santa Helena viu o quadro e recebeu-o das mulheres que o guardavam. Encontrando também o lenho da Santa Cruz, enviou ambos a seu filho Constantino o Grande, Imperador de Constantinopla, naquela época, metrópole da Igreja.

    Esse Imperador, recém convertido ao cristianismo, recebeu o quadro enviado por sua mãe, com grande alegria, colocando-o na capela particular de seu palácio. Muitas cópias do quadro milagroso foram feitas, por ordem de Constantino, e por ele doadas aos cristãos do oriente e ocidente. O quadro original permaneceu com ele. Por mais de 400 anos o quadro permaneceu nas capelas particulares, como propriedade dos príncipes russos. Depois o quadro foi transferido para a capela do castelo Belz, na Rússia, onde permaneceu por muitos anos.
    Entrando a Rússia em guerra contra Ludovico, rei da Hungria e da Polônia, foi por este vencida. A cidade de Belz e o castelo caíram nas mãos de Ludovico, que nomeou seu sobrinho Ladislau, Príncipe de Opole - Polônia, como governador de Belz.

    Visitando as dependências do castelo, Ladislau encontrou o quadro de N.Sra. e, cheio de respeito e amor para com Mãe de Deus, colocou-o na capela do palácio. Entretanto, pouco tempo depois, a cidade de Belz foi invadida pelos Tártaros, que atacaram o castelo.

    Ladislau com sua agente, defendia-se de forma heróica dos invasores muito mais numerosos. Vendo que seus esforços eram inúteis, Ladislau recorreu à proteção de Maria e, prostrando-se diante do Quadro sagrado, pediu socorro, que lhes veio sem demora. O príncipe, grato pela ajuda milagrosa, decidiu retirar o quadro da Virgem de Belz, pois era um lugar exposto aos ataques dos Tártaros, e levá-lo a Opole (Polônia) capital do seu principado.
    Contudo, por desígnio de Deus e vontade de Maria, resolveu deixar o quadro numa capela situada na colina chamada Monte Claro, perto de Czestochowa. O ponto mais alto, por ser um descalvado de calcário, recebeu este nome de Monte Claro (= Jasna Gora)


    Chegada do Quadro Milagroso à Polônia


    Em agosto de 1382, O Príncipe Ladislau confiou o quadro milagroso aos cuidados dos Frades Paulinos, seus fiéis guardiões. Construiu-lhes, com ajuda do povo daquela região, o convento, a igreja e fez generosa doação em terras e aldeias para manutenção do convento e do Santuário. Ladislau Jagiello, rei da Polônia e Lituânia, não só aprovou as doações do Príncipe, mas contribuiu com outro tanto por sua parte.


    Vista parcial do Santuário
    em Monte Claro em Czestochowa – Polônia.


    A pedido deste rei, o Papa Martinho V, pela Bula de 27 de Novembro de 1429, enriqueceu o santuário de Monte Claro com diversas indulgências e com a benção papal.
    Desde o primeiro dia da chegada do quadro da Virgem Maria na terra polonesa o povo recorre a Nossa Senhora, pedindo saúde, consolo e graças espirituais.
    Inúmeras graças atribuem-se a ele: doentes foram curados, pessoas desesperadas encontraram paz e consolação etc. Todos os que recorriam à Mãe de Deus com confiança e amor, eram atendidos em suas necessidades.

    Peregrinações das mais longínquas localidades do país e mesmo do estrangeiro chegavam ao Monte Claro em busca de socorro material e espiritual. Confortados pela ajuda recebida, expressavam a sua gratidão, oferecendo ao Santuário donativos em ouro, prata, pedras preciosas e dinheiro. Também a rainha da Polônia, Santa Edviges, com seu esposo, o rei Ladislau Jagiello e os dignitários da corte, faziam ricas doações a Nossa Senhora.
    Ornada com tantas jóias de alto valor, o quadro milagroso tornou-se objeto de cobiça por parte dos ateus, dos infiéis e dos assaltantes, numerosos naquela época.

    Na madrugada do dia da Páscoa, do ano de 1430, o Santuário de Nossa Senhora, onde apenas os frades e alguns peregrinos se encontravam, foi repentinamente invadido por bandidos. Arrancaram do altar o quadro, jóias, cálices e tudo de grande valor, jogaram tudo numa carroça, pondo-se em fuga.
    Por descuido o quadro caiu da carroça e quiseram o recolocar, mas não o conseguiram. Do castelo mais próximo, vieram soldados armados e puseram-se imediatamente atrás dos bandidos.
    Os bandidos percebendo o que acontecera e não conseguindo recolocar o quadro no veículo, o chefe dos bandidos, na iminência de ser apanhado, encolerizou-se, golpeou-o diversas vezes com a espada e fugiu apressado. Ao chegar no local, soldados, peregrinos e frades, encontraram o quadro partido em três pedaços e o rosto de Nossa Senhora dolorosamente ferido.

    Ajoelhando-se, pediram ajuda de Deus. Depois pediram ao rei da Polônia Ladislau Jagiello que tomasse providências necessárias para restauração do quadro. Famosos pintores foram até lá para restaurar, mas nenhum deles conseguiu restaurar a pintura do quadro.
    Quando todos desistiram, um jovem que havia auxiliado o primeiro pintor veio até o rei e declarou com toda simplicidade:

    "A Mãe de Deus não quer que sejam apagadas essas cicatrizes".

    Dito isto, pediu que lhe desse licença para concluir a restauração do quadro, e o rei embora contrariado, não tendo outro recurso cedeu ao seu pedido.
    Antes de pintar o jovem rezou a noite inteira. Concluído o trabalho, entregou ao rei Ladislau o quadro completamente restaurado, com todos os cortes cobertos, exceto os três ferimentos no rosto de Nossa Senhora. O jovem pintor havia desaparecido e nunca mais foi visto.
    O quadro voltou ao seu trono, ornado novamente de ouro, prata e pedra preciosas, doadas pelos reis e pelo povo. A Mãe de Deus continuou, desde então, operando milagres e atendendo a todos os que a Ela recorriam com confiança e fé.
    Em 1655, os Suecos invadiram a Polônia e atacaram também o Convento e o Santuário de Czestochowa, a fim de se apoderarem das riquezas do país. No Convento havia apenas frades e 50 famílias e alguns soldados. Durante 40 dias, os suecos atacavam com mais de 15 mil homens, canhões etc..., lançando bombas incendiárias sobre o Santuário.

    Os frades e os outros sitiados defendiam-se heroicamente, confiando na proteção de Nossa Senhora e chegavam afazer procissão com o Santíssimo em volta do Santuário, cantando e rezando no meio dos ataques do inimigo.
    Os suecos reconhecendo que lutavam contra forças sobrenaturais resolveram se afastar na noite de Natal e pouco tempo depois, foram expulsos também do país.
    No ano seguinte de 1656, Nossa Senhora de Czestochowa foi declarada, oficialmente, pelo Papa, RAINHA DA POLÔNIA.


    Milagres Ocorridos no Século XX.


    Muitas são as graças atribuídas à Nossa Senhora do Monte Claro no século XX.
    No final da II Grande Guerra, Adolf Hitler reconhecia que a investida contra a Polônia havia fracassado devido, segundo suas próprias palavras, "à Negra de Czestochowa".

    No dia 26 de Agosto de 1956, um milhão de poloneses, unidos num só coração, renovou o Voto da Nação, repetindo as palavra do Cardeal Stefan Wyszynski ausente (preso pelo regime comunista), e renovando as promessas de fidelidade à sua Rainha, a Deus, à Cruz, ao Evangelho, à Igreja e seus Pastores.

    Por essas promessas eles se comprometiam a defender a vida desde a sua concepção e a mútua fidelidade no matrimônio. Prometiam, também, lutar contra seu vicio e praticar a lei do amor, respeitando a dignidade humana.
    Cada ano, no dia 3 de maio, esses Votos São renovados em cada paróquia e, no dia 26 de agosto, no Santuário de Monte Claro em Czestochowa, aos pés de Maria, Rainha da Polônia.


    Qual o motivo da cor “negra”?


    Ao longo dos séculos, muitos foram os testemunhos de curas e outros fenômenos milagrosos ocorridos com fiéis que peregrinaram à pintura. Ela é conhecida como "A Senhora Negra" por causa da fuligem acumulada sobre a sua superfície, fruto de séculos de velas votivas queimadas junto a ela. Com o declínio do comunismo na Polônia, as peregrinações à Senhora Negra aumentaram notavelmente.

     

    Um Papa Polonês em Roma.


    No dia 16 de outubro de 1978, os sinos de todas as igrejas da Polônia tocavam festivamente, anunciando que um filho da Polônia martirizada, mas sempre fiel, Karol Wojtyla, Cardeal, fora eleito Papacomo 266 Sucessor de São Pedro, com o nome de João Paulo II.
    João Paulo II, antigo Arcebispo de Cracóvia, no dia seguinte à sua eleição, escreveu ao Primaz da Polônia uma carta, e terminou dizendo:
    "Não haveria na sede de São Pedro um papa polonês, se não houvesse Monte Claro e o maravilhoso Primaz com sua fé heróica e inabalável confiança em Maria, Mãe da Igreja".

    No seu brasão papal, colocou uma grande cruz, a letra M e as palavras: TOTUS TUUS, que significa: Todo Teu - Todo de Maria.

    Monte Claro, depois de tantas provas e sacrifícios, o viu chegar radioso, cheio de esperança e fé no futuro, que culminou com a visita do Santo Padre à Polônia, de 2 a 10 de junho de 1979.

    Como fiel servo de Maria, chegou dia 3 de junho a Monte Claro e permanecendo ali por 3 dias. Em sua peregrinação ao Brasil, de 30 de junho a 12 de julho de 1980, o Santo Padre ofereceu à imigração polonesa, um quadro de Nossa Sra. de Czestochowa.

    Os imigrantes poloneses, ao deixarem sua Pátria, levavam sempre consigo esse grande tesouro: o quadro de Nossa Sra. do Monte Claro e a grande devoção à Maria Santíssima.
    Chega o ano de 1982. Polônia prepara-se para comemorar os 600 anos do reinado maternal de Maria em Czestochowa. João Paulo II alimenta o grande desejo de ir agradecer,pessoalmente a Maria, a proteção Materna à sua Pátriamas o governo comunista não deu a permissão, transferindo a peregrinação para o ano de 1983.

    Foi com jubiloso "Magnificat" e "Te Deum" que a Nação Polonesa agradeceu os benefícios e as graças de ordem espiritual e material recebidas das mãos maternas de Maria Rainha da Polônia.
    Realmente, Maria nunca abandonara o seu reino, quer nas guerras, quer nas ocupações inimigas, nas perseguições comunistas, quer em tempo de paz e em todas as circunstâncias.

    Finalmente Polônia ficou livre do regime comunista, graças à proteção de Nossa Senhora do Monte Claro. Inúmeras são as graças de curas e conversão de pecadores, ao entrarem no Santuário da Virgem de Czestochowa. Maria espera a todos e ajuda aquelesque a reconhecem como Mãe de Deus e seguem os passos do seu Filho Jesus Cristo.


    O dia 26 de agosto é dedicado à Nossa Senhora de Czestochowa.

     
    Nossa Senhora de Czestochowa, rogai por nós.



    quarta-feira, 17 de abril de 2013

    Dança Folclórica na Associação da Cultura Polonesa - Día 19/04/13


    SEXTA FEIRA DIA 19 DE ABRIL NA ASSOCIAÇÃO 

    VENHAM DANÇAR FOLCLORE POLÔNES!!!!!!

    ESPERAMOS TODOS AS 17:30 HORAS.




    História do símbolo da Águia Branca – Brasão da República da Polônia e da Bandeira Nacional

                                       

    O BRASÃO
    A águia branca polonesa tem um início lendário quando um soldado de nome Lech percorria a Europa com os seus irmãos Czech e Rus a procura de um lugar onde pudesse se fixar. Quando chegaram às terras sonhadas por Lech onde existiam inúmeros ninhos de águias, Lech observou que de um ninho saiu voando uma águia branca que contrastou com céu carmim do por do sol e entendeu que era este um sinal de que assim como as águias ele poderia se estabelecer ali e fundar o seu país. Desta maneira foi estabelecido o país dos Lechitos, cujo nome está relacionado com a Polônia. Fundou a capital Gniezno (relativo a palavra gniazdo = ninho). Para o seu brasão escolheu a águia branca com as asas abertas. Seus irmãos foram para outras terras estabelecer outras nações.
    Nos tempos antigos, em algumas nações, a águia simbolizava o deus mais importante e em várias épocas foi adotada como insígnia nacional. Por exemplo, na mitologia grega e romana a águia era símbolo de grandeza e majestade, e no Antigo Império Romano usada como símbolo de suas legiões. 
    Historicamente o desenho da águia apareceu pela primeira vez nas moedas cunhadas durante o governo do primeiro rei polonês - Bolesław Chrobry, filho de Mieszko I, que reinou entre 992 e 1025. Neste tempo a águia ainda não apresentava a coroa sobre a cabeça e era pintada sobre os escudos dos soldados sobre fundo vermelho. Esta insígnia era usada em cerimônias de grandes eventos e conquistas da corte e pelo exercito polonês.
    O símbolo heráldico da águia branca coroada sobre um fundo vermelho surgiu pela primeira vez durante a cerimônia da coroação do rei Przemysł II, em 25 de junho de 1295, em Gniezno. Przemysł II confeccionou um sinete no qual cunhou uma grande águia branca com os dizeres ao seu redor “Deus devolveu aos poloneses os símbolos da vitória” (Bóg przywrócił Polakom zwycięskie znaki). Desta maneira a águia branca tornou-se o brasão do reinado polonês e foi usado por todos os reis poloneses que o sucederam. Fazia parte das vestes reais, armas de defesa pessoal e bandeiras. Esteve presente nas insígnias dos reis da dinastia dos Piast (também durante a divisão), Jagiełło, Wasa e, na seqüência, dos reis que foram eleitos. O brasão era exposto durante as cerimônias da coroação, eleições dos reis, acordos de paz, visitas dos representantes das nações amigas, reuniões do parlamento, casamentos, funerais e também nos campos de batalha.
    Ao longo dos séculos o brasão foi modificado quanto ao tipo de desenho da águia, mas o símbolo em si não mudou. A cor branca da águia simboliza a pureza e o vermelho do fundo, sobre o qual repousa, a majestade.
    Após a reconquista da liberdade da nação polonesa, em 1918, a águia corada voltou a ser usada no brasão nacional. Durante a II Guerra Mundial, de 1939 a 1945, o brasão e a bandeira foram os símbolos máximos do exército nacional, do exército subterrâneo AK – Armia Krajowa e do povo em defesa do país. Após a guerra, já sob o domínio soviético, a águia branca perdeu a coroa, embora permanecesse no brasão. O brasão com a águia coroada continuou a existir nos corações de todo o povo polonês e todos os opositores do governo da República Popular da Polônia para os quais era símbolo da luta pela libertação da Polônia.
    Depois da mudança política, em 9 de fevereiro de 1990, o brasão voltou a ser a “Águia branca coroada com a cabeça virada para a direita, com as asas abertas, com o bico e as esporas douradas, situada sobre o fundo vermelho do escudo”.

    BANDEIRA
    A bandeira nacional da Polônia é composta por dois campos horizontais adjacentes de mesma espessura. Em cima a faixa é de cor branca e embaixo de cor vermelha. Estas cores têm sua origem no brasão da nação polonesa. A cor branca simboliza a cor da águia e a vermelha a do escudo do brasão.


    As cores branca e vermelha foram consagradas em 1831, embora tenham raízes mais antigas. No século 13 a águia branca foi usada pelos reis da família Piast sobre um escudo de fundo vermelho. Na primeira metade do século 18, faziam parte dos uniformes dos soldados, aos quais era anexada uma fita branca em forma de laço simbolizando o exército nacional. Quando desencadeou a revolução de novembro as cores da fita mudaram para branco e vermelho. O branco simbolizava a bondade e a pureza dos objetivos da nação polonesa, e o vermelho, a majestade e o poder dos dirigentes poloneses. Desde este tempo as cores branca e vermelha tornaram-se as cores oficiais da nação.
                    A representação pelas cores branca e vermelha mais uma vez foram confirmadas na nova Constituição firmada em 1997, artigo 28, como símbolos da nação polonesa.







    Fonte: Consulado Geral da República da Polônia em SãoPaulo 
    Site:  http://www.consuladopoloniasp.org.br/publicar/view-simbol.php?id=35



    terça-feira, 16 de abril de 2013

    Reportágem no Jornal O Correio do Povo-Jaraguá do Sul (10/04/13)

    Mais espaço para a cultura polonesa


    CULTURA Grupo Piaskowa, de Indaial, levou a dança folclórica à Escola Cristina Marcatto, como um convite ao novo curso


    Entidade está com inscrições abertas para o primeiro grupo de dança polonesa da cidade.
    A Associação da Cultura Polonesa de Jaraguá do Sul iniciou um projeto para a criação do primeiro grupo de dança dessa etnia na cidade. Desde março, três escolas receberam a visita de bailarinos e assistiram às apresentações do Grupo Folclórico Polonês Piaskowa, de Indaial. O curso é gratuito e tem a duração de um ano. Há vagas nas categorias infantil, jovem, adulto e master (acima de 50 anos).
    “Percebemos a necessidade de abrir mais espaço para a cultura polonesa, para estarmos inseridos na sociedade. E o grupo de dança sempre foi um grande sonho nosso”, disse a presidente da associação, Ana Maria Badura. No curso, o professor Fernando Anacleto, coordenador do grupo de Indaial e parceiro do projeto, trabalhará não somente a coreografia e o alongamento do corpo, mas a história da dança na Polônia. Segundo Badura, cada região daquele País tem estilos diferentes de dança, com variações no uso das cores, trajes e coreografias.
    Semelhante ao grupo Piaskowa, a associação pretende importar figurinos confeccionados na Polônia. Um dos objetivos do grupo é apresentar-se em festivais e eventos culturais da região. As primeiras visitas de divulgação do projeto aconteceram em escolas, para avaliar a demanda de jovens interessados – considerados como o principal público. As aulas devem acontecer nas sextas-feiras, das 17h30 às 19h, na sede da associação, no Bairro São Luís.
    Além do grupo de dança, a Associação da Cultura Polonesa de Jaraguá do Sul oferece curso de idioma e aulas de canto. Desde 2002, a entidade trabalha pela memória e tradição polonesa na cidade. Na opinião de Ana Maria Badura, manifestações artísticas, livros e os sobrenomes mostram que essa etnia permanece viva. A associação agora busca interessados em compor o grupo de dança, independentemente das origens étnicas. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (47) 9993-1899 ou pelo e-mail culturapolonesa@jgs.gmail.com. A entidade está localizada na Rua Alvino Stein, 517, no Bairro São Luís.

    Barbara Elice
                        Repórter - barbara@ocorreiodopovo.com.br

    terça-feira, 9 de abril de 2013

    Coluna do professor Eliasz de aulas de polonês no Jornal do Vale do Itapocu

    Entrevista com a senhora Josefa Woznica Kazmierski 92 anos
    de vida, uma testemuha de fé!

    Em polonês

           Tradução em português

    segunda-feira, 8 de abril de 2013


    FESTA DAS ETNIAS 2008 CULTURA POLONESA




    PROJETO NAS ESCOLAS PARA CRIAÇÃO DE GRUPO FOLCLÓRICO POLONÊS


           Visita a Escola Cristina Marcatto pelo Piaskowa de Indaial e
    nossa Associação da Cultura Polonesa, 05/04/2013
    na foto Ana Olos com o grupo


                     As crianças adoraram os trajes coloridos!!!!!