Bandeira Brasil-Polônia

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sábado, 15 de junho de 2013

RECITAL DA PIANISTA POLONESA, MAGDALENA LISAK, EM CURITIBA



A pianista polonesa apresentou-se em recital no dia 10 de janeiro, às 20:30, na Capela Santa Maria em Curitiba, durante a 31ª Oficina de Música.

Mais uma vez a Oficina de Música em Curitiba, contou com a presença de uma artista polonesa: a pianista Magdalena Lisak. Durante a fase erudita da Oficina, que ocorreu entre os dias 9 á 19 de janeiro, Sra. Lisak administrou as aulas para os participantes do evento, inscritos no curso, e no dia 10 de janeiro, apresentou-se num recital solo, no espaço cultural Capela Santa Maria em Curitiba. O  número público (em torno de 300 pessoas) reunido no evento, pôde apreciar as obras de F. Chopin, K. Szymanowski e C. Debussy.


Depois da Oficina de Música em Curitiba, Sra. Magdalena Lisak seguiu para Brasília, onde apresentou-se num recital na Embaixada da República da Polônia, no dia 21 de janeiro. 

MAGDALENA LISAK - BIOGRAFIA


Natural de Katowice, Polônia, a pianista cultiva as tradições musicais da familia, desde a infância, recebendo prêmios nos concursos nacionais e internacionais.

Em 1994 a pianista concluiu os estudos superiores de piano, com distinção, na classe do Professor Andrzej Jasinski da Academia de Música Karol Szymanowski em Katowice. Neste mesmo ano, depois de chegar até às semifinais do Concurso Gézey Andy em Zurique,  recebeu uma bolsa particular e continuou seus estudos na mesma cidade, sob a orientação de Homero Francescho. Segundo a musicista, sua experiência mais preciosa foi na época de estudos em Basiléa, durante os anos de 1996 a 1998, com o pianista Krystian Zimerman. Magdalena Lisak aperfeiçoou suas habilidades nos cursos com pianistas de renome como Victor Mierjanov, Leon Fleisher e membros do quarteto Amadeus.
O sexto prêmio recebido no 13º Concurso Internacional Frederic Chopin em Varsóvia, no ano 1995, abriu o caminho para as salas de concertos de maior prestígio, tais como Hitomi Memorial Hall em Tóquio, Stadt–Casino em Basiléa,Rudolfinum em Praga e Filarmônica Nacional em Varsóvia. A pianista participou também de diversos festivais chopinianos em Duszniki-Zdrój na Polônia, Nohant-La Châtre, Mariańskie Łaźnie, Gandava, Genebra e o Festival Chopin e sua Europa, em Varsóvia. Suas interpretações foram gravadas pela Deutsche Rundfunk, Rádio Suisse Romande, Rádio e TV Polonesa e também nos discos CD para as gravadoras DUX e Rádio Polonês, em Katowice.
Magdalena Lisak apresenta-se regularmente em recitais solo, concertos sinfônicos e de música de câmara na Polônia e na maioria dos países europeus, e também nos Estados Unidos, Canadá, Japão, China e Taiwan.
pianista é fascinada pela música contemporânea. No ano 2000 realizou a estréia do Estudo de György Ligeti, recebendo a aprovação do compositor. Estreou também várias obras durante festivais como o Festival de Música Contemporânea em Katowice, Festival Internacional de Compositores em Cracóvia, Festival de Música ContemporâneaLaboratorium em Varsóvia e Białystok, e no festival internacional Outono Varsoviense.  
Apresentou-se como solisita com os maestros Kazimierz Kord, Tadeusz Strugała, Tomasz Bugaj, Mirosław Jacek Błaszczyk, Jerzy Salwarowski, Massimiliano Caldi, Agnieszka Duczmal, Jacques Mercier, Reinbart de Leeuw. Realizou duas tournées na Grã Bretanha, em 2005 com a Orquestra de Câmara European Union Chamber Orchestra , e no ano de 2006 com a Orquestra de Câmara de Torun. A convite do Instituto Nacional Frederic Chopin realizou a interpretação e gravação para o rádio das obras de Frederic Chopin, tocando no instrumento da época, Erard, incluindo a Fantasia La Maior sobre os temas poloneses op. 13 com o conjunto  Il Giardino Armonico sob a regência de Giovanni Antonini (2010).
Magdalena Lisak é também fundadora e presidente da Sociedade de Música na Silésia, com a qual realiza diversos projetos artísticos. Desde 2008 trabalha como professora na Academia de Música em Katowice. Suas atividades pedagógicas incluem também os cursos de aperfeiçoamento em Showa Academia Musicae, Tóquiopalestras nas outras faculdades artísticas no Japão, e a gravação DVD de peças para crianças e jovens da serie didática The Piano. General method. Além disso, fez parte da banca examinadora nos concursos International Chopin Piano Competition in Asia (2010, 2011, 2012) e da Comissão Classificatória para o 15º Concurso Internacional Frederic Chopin em Varsóvia (2010).  

INAUGURAÇÃO DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL POLONESA EM JARAGUÁ DO SUL


INAUGURAÇÃO DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL POLONESA EM JARAGUÁ DO SUL - 08/06/2013

A Comunidade Polonesa de Jaraguá do Sul inaugura, com orgulho e alegria, sua nova sede...

No último sábado, dia 8 de junho, foi inaugurada a nova sede da Associação Cultural Polonesa de Jaraguá do Sul.  Esse belo edifício foi construído graças aos esforços e dedicação dos líderes da comunidade polonesa local. O terreno foi doado à Associação pela prefeitura da cidade. Uma parte dos custos de construção foi coberta pelas doações dos descendentes poloneses da região, e a parte principal - patrocinada pelo empresário, proprietário da WEG e MALWEE.
Participaram das celebridades o Vice-Prefeito, Sr.  Jaime Negherbon, Secretário de Turismo de Santa Catarina Sr. Valdir Walendowski, a Presidente da Associação Cultural Polonesa Sra. Anna Badura, o Cônsul Geral da República da Polônia em Curitiba, Sr. Marek Makowski, e demais representantes das organizações polonesas da região.
O evento contou com a participação especial do coral polonês e do grupo folclórico "Piaskowa".

INAUGURAÇÃO DA SEDE - JARAGUÁ DO SUL 2013 EDWARD KUSZTRA

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Fotos da inauguração da Associação Polonesa - 08/06/2013











Nota no Jornal do Vale do Itapocu: Associação Polonesa inaugura festivamente sede própria - 08/06/2013


Associação Polonesa inaugura festivamente a sua sede própriaImprimirE-mail
12 de junho de 2013
Jaraguá do Sul – Doze anos depois de constituída, a Associação da Cultura Polonesa inaugurou a sede própria, no Bairro São Luís, com 111,45m2, construída sobre um terreno doado pela Prefeitura, com recursos de doações e da contribuição dos associados. O ato inaugural contou com a presença ilustre do cônsul geral da República da Polônia, Marek Makowski, com sede em Curitiba e jurisdição sobre os três Estados do sul, além do presidente da Santur, Valdir Rubens Walendowsky e de representantes das etnias italiana, alemã e afro.
Após a execução do hino nacional brasileiro, o Coral Orzel Bialy, da Associação local, cantou o hino polonês, acompanhado de forma vibrante pelo cônsul e pelos descendentes de poloneses presentes. O coral também cantou outras canções e o ato foi encerrado com danças folclóricas apresentadas pelo grupo Piaskowa, de Indaial.
O descerramento da placa inaugural foi feito pelo cônsul Marek e pela presidente Ana. Foi Ana Badura quem relembrou o histórico da Associação Polonesa, fundada no dia 24 de abril de 2002 e a luta para a obtenção da sede própria, primeiro na busca de um terreno durante a gestão do presidente Stanislaw Majcher e depois a construção da sede. “Esta obra é um marco histórico da identidade polonesa em Jaraguá do Sul”, grifou Ana na sua mensagem. Ela também entregou uma placa a Fredi Ulrich em nome de Wandér Weege, apoiador da obra.
Também se manifestaram o presidente da Santur, Valdir Walendowsky, também descendente de poloneses e o prefeito em exercício Jaime Negherbon, que na época da cessão do terreno pela Prefeitura à construção da sede, era vereador.
 
 

Inauguração da Sede da Associação Polonesa de Jaraguá do Sul

A inauguração da Sede da Associação foi um sucesso com a presença do Cônsul Geral da Polônia de Curitiba e autoridades e apresentação do Grupo Folclórico Polonês Piaskowa de Indaial.
Obrigado a todos pelo prestigio!!

08/06/2013





















quarta-feira, 5 de junho de 2013

Inauguração da Sede da Associação da Cultura Polonesa Jaraguá do Sul

Sábado chegando...dia de Inauguraçao da nova Sede da Associação da Cultura Polonesa!! Preparativos em andamento....
08/06/2013 às 16:00 h


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Uma saia com todas as flores do mundo: os versos de Bronisława Wajs

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Os roma são um povo mais conhecido pelos motivos errados do que pelos certos. Popularmente chamados de ‘ciganos’ em língua portuguesa, termo que, no dicionário, carrega, também, o sentido de ‘ladrão’. São poucas suas aparições na cultura universal: acredito que a maioria das pessoas, ao ouvir o nome desse povo, pense apenas na versão animada dos estúdios Disney para O corcunda de Notre-Dame ou, então, nos ciganos ocidentalizados – mas ainda ligeiramente exóticos – da telenovela Explode Coração.

No leste da Europa os roma possuem uma maior representatividade cultural. Seja ao serem incorporados na cultura dominante – como nos filmes do iugoslavo Emir Kusturica, notadamente em Dom za vešanje (O tempo dos ciganos) e Crna mačka, beli mačor (Gato preto, gato branco) – ou ainda em manifestações próprias, como a música do grupo Taraf de Haïdouks ou a literatura de Rajko Durič. Ainda assim, porém, são associados a estereótipos negativos, e grassa o desconhecimento sobre sua cultura e história.
Uma prova disso é a ignorância generalizada a respeito do Porajmos, o ‘holocausto cigano’. Durante a Segunda Guerra Mundial os ciganos foram perseguidos e mandados para campos de concentração, passando por uma eliminação tão sistemática quando a dos judeus – mas, no entanto, dificilmente esse fato é lembrado.
Parte disso, explica o estudioso americano (de ascendência romani) Ian Hancock, se deve ao desprezo que os ciganos sempre tiveram pela cultura ocidental, especialmente em suas vertentes mais acadêmicas. Apenas agora os romani parecem voltar seus olhos e mentes para o engessado mundo acadêmico, e vice-versa.
Existem, é claro, exceções à essa regra. Logo após a Segunda Guerra Mundial o tradutor, pesquisador e poeta polonês Jerzy Ficowski passou algum tempo entre os ciganos, o que resultou em uma grande quantidade de material, como Cyganie polscy eCyganie na polskich drogach. Entre esses materiais encontra-se a tradução dos poemas de Bronisława Wajs, a Papusza, para o polonês.
Nascida em 1908 em uma família de ciganos nômades,  Papusza sabia ler e escrever em polonês – coisa rara para ciganos nômades, mais ainda no caso das mulheres. Ainda bastante jovem começou a escrever seus poemas-canção e, em 1949, foi descoberta por Ficowski, que coletou, traduziu e publicou tais versos. Reza a lenda que ela foi punida por tal coisa, pois a poesia seria proibida para as mulheres ciganas. Isso, porém, é uma mentira. Wajs sofreu certo ostracismo por parte dos roma, mas isso se deve ao entendimento de que as declarações dela e de Ficowski serviram como base para os governos comunistas criarem leis que orientavam a sedentarização forçada dos ciganos.
Wajs argumentou que seus poemas foram tirados de contexto e adulterados por Ficowski, mas isso não foi suficiente para que ela deixasse de tornar-se persona non-grata entre os roma. Excluída do mundo a que pertencia, sofreu inúmeros internamentos psiquiátricos e morreu esquecida em 1987.
Seus poemas descreviam a vida cigana em sua inteireza, passando por temas como o amor pela natureza e a paixão pela vida, mas também temas mais sombrios como os sofrimentos passados durante a Segunda Guerra Mundial. Foram mais de trinta coleções de poesia publicadas em seu nome na Polônia, em traduções de Jerzy Ficowski, Julian Tuwim e outros.
Busco, aqui, apresentar aos leitores de língua portuguesa a poesia de Papusza, em uma tradução indireta: traduzo as versões polonesas de Ficowski.

WODA, KTÓRA WĘDRUJE
(Pani, so tradeł)
Już dawno przeminęła pora
Cyganów, którzy wędrowali.
A ja ich widzę:
są bystrzy jak woda
mocna, przejrzysta,
kiedy przepływa.
I domyślić się można,
że przemówić pragnie.
Biedna, nie zna żadnej mowy,
żeby nią gadać, żeby śpiewać.
Coraz to pluśnie tylko srebrnie,
zaszemrze jak serce
woda mówiąca.
Tylko koń, co na trawie się pasie
niedaleko stajni
słucha jej i szum rozumie.
Ale ona nie ogląda się za nim,
umyka, odpływa dalej,
by oczy nie mogły dojrzeć
rzeki, która wędruje.
1970

ÁGUA, QUE CORRE
Já há muito passou o tempo
dos ciganos, que vagavam.
E eu os vi:
são ágeis como a água,
forte, clara,
quando flui.
E adivinho que talvez
ela deseje falar.
Pobre, não sabe nenhuma língua,
para ela falar, para cantar.
A cada vez apenas goteja a prata,
sussurra como o coração
a fala da água.
Apenas o cavalo que pasta na grama
permanece próximo
a escuta e entende os murmúrios.
Mas ela não olha para ele,
foge, nada para mais longe,
pois os olhos não podiam ver
o rio, que corre.
BAJKA CYGAŃSKA
(paramiśa romani)
Ulepiła jaskółka
pod moim oknem gniazdo,
jaskółka czarna
jak Cyganeczka.
Wskazywała nam dobre drogi.
Zamieszkała w stajniach i domach.
Zginęła w bagnach.
1951

HISTORINHA CIGANA
Ela molda uma andorinha
sob minha janela o ninho,
andorinha negra
como a Ciganinha.
Ela nos apontou bons caminhos.
Ela viveu em estábulos e casas.
Ela morreu num pântano.

A Polônia no Brasil, o Brasil na Polônia


A Polônia no Brasil, e o Brasil na Polônia é uma série de posts que trará impressões sobre a turne do Wisla na Polônia em 2011. Como fomos recebidos, onde fizemos apresentações, as reações do publico em diferentes cidades, o que as pessoas sabiam sobre o Brasil, etc.

Mas por onde começar?


Apresentação em Pleszew, Polônia- Maracatu (Foto: Leco de Souza)

Não podemos falar disso sem antes pensarmos em por que cultivamos a cultura polonesa. Primeiro temos que pensar nas nossas origens e na formação étnica e cultural da nossa Cidade. 

Recentemente fomos convidados a nos apresentar em um congresso, ouvindo a seguinte afirmação:

"Vocês são a cara de Curitiba."

Mas como assim? O que significa ser a cara de uma cidade? 

Além de um clima esquisito e céu cinza o tempo todo, o que é que Curitiba tem que a torna única?

Curitiba é a capital polaca do Brasil. Calcula-se que em um século [1869-1970] entraram 130.292 imigrantes poloneses no Brasil, dos quais 50% estão radicados ou deixaram descendentes no Paraná [1]. Outros 38%  estão no Rio Grande do Sul, 5% em Santa Catarina, e o restante em outros estados. Estima-se que o número de descendentes de poloneses no Brasil seja de cerca de 3,5 milhões. 

O Bosque do Papa é um memorial da cultura polonesa em Curitiba

Curitiba só perde em número de descendentes de poloneses para Chicago. Além disso, é a única cidade brasileira cujo nome possui grafia em polonês: Kurytyba.

Então, realmente, parece que o Wisla é "a cara de Curitiba"! É  a cara do imigrante polonês que tanto contribuiu para a formação cultural e econômica do nosso estado e cidade. Inclusive, muitos de nossos dançarinos não são descendentes de poloneses, mas amam essa linda cultura. 


Agora vem algo que em geral a que a gente não sabe:

Isso é tão forte que os poloneses sabem que Curitiba existe! Conversávamos com as pessoas e elas perguntavam de que cidade nós viemos. Quando falávamos "de Curitiba", ficavam encantados! Kurytyba é famosa na Polônia! Pelo menos nos maiores centros, parece ser cultura geral o fato de que é "uma cidade cheia de descendentes de poloneses". Realmente impressionante e encantador.

 

Você já sabia disso? Também acha que a polacada é a cara de Curitiba?
Deixe seu comentário!

Fique ligado nos próximos posts da série, sempre às quartas-feiras!


Apresentação na cidade de Gniezno, Polônia - Danças e Cantos Montanheses de Spisz (Foto: Imprensa Polonesa)



Referências:

[1] Os poloneses no Paraná. "Revista Etnias no Paraná". Curitiba: Governo do Paraná, 1989.